Gerenciamento de permissões – Linux

Esse material, em desenvolvimento, é voltado para pessoas que estão em busca de conhecimentos no nível básico para Linux e é usado como material de estudo para o curso técnico em informática no Senac São Carlos.

No Linux e em sistemas baseados em Unix, assim como outros sistemas operacionais modernos, nos deparamos com atribuições de donos e permissões em arquivos e diretórios. Para começar a entender tudo o que isso significa vamos utilizar um comando já visto anteriormente:

$ ls -l

Após esse comando verificamos uma saída no terminal desse tipo:

Saída do comando ls -l no terminal do Linux

Vamos analisar o que temos de informação relevante em cada linha.

  • O primeiro carácter nos diz se o que está listado é um arquivo (-), um diretório (d) ou um link (l). Nesse exemplo não temos nenhum link.
  • Os três próximos carácteres fazem referência às permissões do usuário dono do arquivo ou diretório.
  • Seguindo os próximos três fazem referência às permissões dos usuários que pertencem ao mesmo grupo que o arquivo ou diretório.
  • Mais três que agora nos dizem às permissões de outros usuários que não são nem dono e nem estão no mesmo grupo que o arquivo ou diretório.
  • Em seguida vemos um número que nos diz o número de links caso seja um arquivo ou então a quantidade de arquivos dentro caso seja um diretório.
  • Agora vemos no nome do usuário dono do arquivo ou diretório, nesse caso o dono é o usuários “barreto”.
  • O próximo nome “barreto” é o grupo que o diretório ou arquivo pertence.
  • O número logo após o nome do grupo é o tamanho do arquivo ou diretório em bytes.
  • Data de criação.
  • Nome do arquivo ou diretório.

Símbolos das permissõess

  • r – read: permissão para leitura.
  • w – write: permissão para escrita.
  • x – execute: permissão para execução

Exemplo:

Exemplo de saída no terminal do comando ls -l

Verificamos que “Modelos” é um diretório simbolizado pela letra “d” no primeiro carácter da linha. Em seguida verificamos os três próximos carácteres “rwx” nos quais vemos que o usuários “barreto” tem permissões de leitura, escrita e execução. Depois os carácteres “r-x” indicando que os usuários pertencente ao grupo de usuários “barreto” tem permissões de leitura e execução. Por fim, os próximos três “r-x” orientando que outros usuários tem permissões de leitura e execução.

chmod

Comando para mudar as permissões de arquivos e diretórios.

Sintaxe:

$ chmod [opções] permissões arquivo-ou-diretório

Exemplo de uso:

$ chmod +x arquivo

No exemplo acima verificamos que adicionamos o poder execução para todos os níveis de usuário para o “arquivo”.

Se necessitamos retirar a permissão de execução faremos da seguinte forma:

$ chmod -x arquivo

Da mesma forma podemos adicionar ou retirar permissões para leitura (r) ou escrita (w).

Agora, se precisamos colocar permissão de execução apenas para o dono podemos seguir dessa forma:

$ chmod u+x arquivo

Se o caso for para o grupo:

$ chmod g+x arquivo

E se for necessário para os dois ao mesmo tempo, então:

$ chmod u+x,g+x arquivo

Outra forma de utilizar o comando chmod é utilizando outros símbolos para indicar leitura (4), escrita (2) e execução (1). Para colocar as permissões específicas somamos cada número. Como exemplo vamos colocar as seguintes permissões:

  • dono: leitura(4), escrita(2) e execução(1) = 7
  • grupo: leitura(4) e execução(1) = 5
  • outros: execução(1) = 1

Assim o comando deve ser:

$ chmod 751 arquivo

Assim como podemos alterar as permissões de arquivos e diretórios também podemos modificar o dono e grupo.

chown

Alterar dono e/ou grupo de arquivos e diretórios

Sintaxe:

$ chown [opções] [dono][:[grupo]] arquivo-ou-diretório

Exemplo, para mudar o dono de um arquivo e o grupo dele vamos fazer da seguinte maneira:

$ chown barreto.senac arquivo

Dessa forma colocamos o usuário “barreto” como dono do “arquivo” e esse arquivo agora pertence ao grupo “senac”.

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